O que são matrizes curriculares e como definem a sua graduação

Universia • 23 de julho de 2019

Presente em todas as instituições de ensino, desde o ensino fundamental ao superior, as matrizes curriculares ditam o dia a dia dos alunos, mas ainda é uma estranha desconhecida da maior parte deles. E você sabe o que são as matrizes curriculares e qual papel que elas têm na sua graduação?

As matrizes curriculares de uma instituição se materializam em um documento que rege seu ensino, sendo o ponto de partida de toda a organização pedagógica da escola ou da universidade. Trata-se de um instrumento que organiza todo o currículo, estipulando as disciplinas obrigatórias, eletivas e sua carga horária.

As diretrizes curriculares do MEC

Na esfera da educação infantil, fundamental e média, as diretrizes curriculares são estabelecidas na Base Nacional Comum Curricular, que foi reestruturada pelo MEC em 2018.

Já para o ensino superior, o MEC é responsável pela edição de Pareceres e Resoluções que orientam a elaboração das matrizes curriculares por cada instituição, o que irá se refletir na grade curricular de cada graduação.

Assim, fica claro que o plano mais abrangente dessa orientação é definido pela esfera federal do governo, através do Ministério da Educação. O intuito é que exista uma uniformidade no ensino em todo nosso vasto território nacional.

As Matrizes Curriculares

Ainda que existam as diretrizes elaboradas pelo MEC, perceba que a sua implementação prática por cada instituição de ensino superior é dotada de uma certa liberdade. Assim, quando a coordenação da instituição decide oferecer uma determinada graduação, ela deve buscar nas diretrizes do MEC os parâmetros para montar o curso que pretende criar.

A partir daí, a coordenação irá definir quais são as disciplinas que oferecerá, sua carga horária, o número de turmas e a ementa de cada cadeira. Essa pequena liberdade que as instituições detém é o que torna possível que um mesmo curso de graduação, por exemplo, Direito, tenha um enfoque na universidade A e outro na universidade B.

Essa pluralidade é fruto das matrizes curriculares, que definem, grosso modo, como um curso será oferecido dentro daquela instituição de ensino. Ao ingressar em uma graduação, os alunos estão presos às matrizes curriculares em vigência quando da sua matrícula, o que não significa que não possam sofrer alterações.

Alterações nas matrizes curriculares

As universidades possuem alguma autonomia que as permite alterar as matrizes curriculares dos seus cursos de graduação e pós. Tal mudança acarreta um grande trabalho à coordenação, que terá que pensar nas adaptações para os alunos que já estão com a graduação em curso dentro de uma matriz ultrapassada. Ainda assim, trata-se de uma possibilidade de manter os cursos sempre atualizados.

No fim, as alterações nas matrizes curriculares, em geral, são resultado de um aprimoramento e da adaptação do curso à uma nova realidade tecnológica e social no qual estamos inseridos. Portanto, note como as mudanças no mundo podem pressionar para a alteração de uma matriz que esteja ultrapassada.

Matrizes curriculares flexíveis

Atualmente, a ideia de que as matrizes curriculares podem ser flexibilizadas é uma discussão que está na pauta do meio acadêmico. Alguns docentes defendem uma matriz curricular flexível, na qual o aluno tenha mais liberdade para determinar como criar a sua graduação, inclusive aumentando as possibilidades de criação de um ensino híbrido, em parte presencial e em parte à distância.

A ideia é de que o estudante poderia ajudar a construir o seu curso e empregar as tecnologias modernas de comunicação para promover um processo de aprendizagem mais ativo. Assim, ainda mantendo como base norteadora as diretrizes editadas pelo governo federal, o aluno manteria a mesma carga horária e currículo, mas cursando as disciplinas da forma que melhor lhe conviesse, ou seja, dividindo a frequência a matérias presenciais e online.

A ideia da criação de matrizes curriculares flexíveis ainda não conta com muitos adeptos, que ainda vêem na flexibilização uma dificuldade de manutenção da qualidade dos cursos de graduação. Ainda assim, o que se percebe é que a integração da tecnologia ao ensino já é uma realidade que deve ser aceita e repensada de modo a tornar o processo de aprendizado ainda mais rico e produtivo.

Agora que você já sabe a importância das matrizes curriculares nos cursos de graduação, que tal procurar conhecer as relativas aos cursos de graduação que você está interessado?

Notícia publicada pela Universia, no dia 22 de julho de 2019, no endereço eletrônico https://noticias.universia.com.br/educacao/noticia/2019/07/22/1165820/matrizes-curriculares-definem-graduacao.html


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