Saiba as tendências que vão impactar a educação

Revista Ensino Superior • 20 de março de 2019

Estudo da OCDE indica como as transformações globais impactarão o setor educacional. Entre eles, as mudanças econômicas dos continentes

Um relatório da OCDE apontou cinco grandes fatores que poderão exercer influência sobre a educação. São eles: o início de um novo estágio na globalização; questões de ordem pública, como a emergência das discussões envolvendo democracia e cidadania; segurança; longevidade; e as mudanças culturais.

A primeira delas diz respeito ao fortalecimento da Ásia na economia global, à expansão da classe média, ao aumento da mobilidade humana graças ao barateamento dos transportes, ao crescimento do consumo e ao uso insustentável dos recursos naturais.

Para os autores do estudo, esses aspectos afetam a educação porque as pessoas – desde as crianças na educação infantil até os adultos na formação continuada – agora precisam de um preparo diferente para transitar nesse mundo. No ensino superior, por exemplo, o texto do relatório indica a possibilidade de formar profissionais mais criativos e com habilidades para trabalhar no exterior, em companhias multinacionais.

A segunda tendência está diretamente ligada ao enfraquecimento da democracia, causada pela disseminação de notícias falsas e pelas redes sociais, que deixam os indivíduos presos em “bolhas”, e ao aumento das desigualdades sociais provocadas pela concentração de riquezas.

Nesse contexto, os educadores precisam ajudar os alunos a compreender os direitos e valores da democracia, promover o engajamento social e desenvolver as habilidades que são necessárias para acessar informações de forma crítica. Para reduzir as desigualdades, a população pobre também deveria receber financiamento e incentivos para fazer o ensino superior, apontam os autores.

No capítulo da segurança, o estudo aborda o aumento da probabilidade de eventos como pandemias, terrorismo, ataques cibernéticos, mudanças climáticas e até insegurança financeira. Contra esses perigos, as instituições de ensino precisam preparar crianças e adultos para se proteger dos crimes digitais, investir em pesquisa para incentivar inovações na área de segurança, desenvolver campos de estudos voltados para a redução dos problemas ambientais e ampliar a oferta de programas de formação continuada para pessoas que já estão no mercado de trabalho e precisam se atualizar para não ficar desempregadas.

Este último ponto também é importante para enfrentar a longevidade, o quarto fator citado no relatório de 2019. Este aspecto também demandará o envolvimento dos alunos na resolução dos problemas que afetam os idosos, bem como um reforço em pesquisas para garantir a excelência da medicina. Por fim, o fator das culturas modernas traz consigo as discussões envolvendo a igualdade de gênero, os novos arranjos familiares, o aumento do número de profissionais freelancers que trabalham online e o consumo consciente.

Para a educação, esse contexto evidencia a necessidade de formar pessoas criativas, com espírito empreendedor, capazes de solucionar problemas e de trabalhar em times, tolerantes às diferenças e intolerantes a todas as formas de discriminação.




Notícia publicada pelo site Revista Ensino Superior, no dia 18 de março de 2019, no endereço eletrônico http://www.revistaensinosuperior.com.br/tendencias-educacao/


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