Plataforma promete captar e reter alunos e ainda colocá-los no mercado de trabalho

Revista Ensino Superior • 27 de fevereiro de 2019

Centro Universitário Newton Paiva (MG) e Facens (SP) são algumas das instituições que estão trabalhando com a Aceleradora de Carreiras

Lançada há apenas alguns meses, a plataforma Aceleradora de Carreira já despertou o interesse de oito instituições de ensino superior, entre elas o Centro Universitário Newton Paiva, a Faculdade de Engenharia de Sorocaba (Facens) e o Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp).

A atratividade é compreensível: o programa trabalha a empregabilidade dos alunos, algo que interessa não apenas aos estudantes, mas também às IES e aos empregadores.

De acordo com Fernanda Verdolin, fundadora e diretora executiva da edtech, a inserção do aluno no mercado é trabalhada de diversas formas. Além do tradicional currículo e do contato com as empresas – a plataforma é conectada ao LinkedIn –, há trilhas de aprendizagem para os alunos desenvolverem as chamadas soft skills (como a capacidade de solucionar problemas, se relacionar e ter empatia), muito valorizadas pelos empregadores, pontua a executiva.

A plataforma também oferece testes comportamentais e, para os alunos que ainda não ingressaram no ensino superior, informações que os ajudem a verificar se seu perfil é compatível com as matérias do curso e com o mercado. Esse passo é fundamental para diminuir a evasão, uma vez que muitos alunos abandonam os estudos por falta de afinidade com o curso, afirma Verdolin.

União do marketing educacional com educação de carreiras

A fundadora da startup atuou na Totvs em 2006 implantando CRM e outras ferramentas tecnológicas. Por volta 2010, recebeu o desafio de levar seu olhar tecnológico e de marketing para o Centro Universitário de Sete Lagoas (Unifemm), Minas Gerais, onde atuou por quase dez anos na área de captação e retenção de alunos.

Verdolin confessa que sentiu um baque nessa transição, pois notou como o setor de educação é mais fechado para as novas abordagens de tecnologia e gestão.

No centro universitário ela também deu aula de Administração e foi no contato direto com os alunos que notou que faltava algo para a formação deles. Nesse período conheceu a tese de doutorado da psicóloga Elziane Campos sobre a formatação de um programa de carreiras transversal para promover a empregabilidade dos universitários, com destaque para as competências socioemocioanais.

Fernanda testou a tese de doutorado da psicóloga com seus alunos e, juntas, perceberam que deveriam unir as competências de marketing educacional de uma com as competências educacionais e de carreiras da outra. E assim, Elziane virou sócia de Verdolin e criaram a Aceleradora de Carreiras.

No ano passado, a empresa foi adquirida parcialmente pela 3XBIT, plataforma digital brasileira de criptomoedas. O objetivo foi trazer velocidade no desenvolvimento de seus produtos com a tecnologia blockchain, em que a 3XBIT é especialista.

Módulos de captação e retenção de alunos

Não é necessário baixar o software, que possui dois módulos, o de captação e o de retenção; ele funciona por meio de um plugin que a instituição de ensino inclui em seu sistema de gestão. O valor do sistema, que é mensal, depende do número de alunos e cursos da instituição.

No módulo de captação, que está à venda desde o início, a ferramenta funciona como uma ‘isca digital’ para captar o aluno em potencial. O principal atrativo é o teste vocacional, em que no final, a pessoa é direcionada para o curso superior mais adegado ao seu perfil. Ao fazer o teste, a instituição consegue captar lead (dados de um possível aluno) de uma forma muito mais assertiva e ainda reduz o gasto em captação, que costuma ser muito alto, defende Fernanda Verdolin, da edtech.

“Então o custo do lead fica muito inferior e o resultado é mais rápido porque a instituição consegue usar esse discurso de carreira para o atendimento comercial dela até a efetivação da matrícula”, explica Fernanda.

Segundo a Aceleradora de Carreiras, seus clientes já possuem resultados positivos: o número de inscritos no vestibular subiu em 20%, as matrículas aumentaram em 12% e o custo em captação diminuiu 50%.

O módulo de retenção só será comercializado em março deste ano. Apenas as instituições pilotos usufruem do serviço, que é voltado para a área do currículo profissional do aluno, do desenvolvimento do soft skills e da conexão com as empresas.

Ambos os módulos vêm com um serviço de assessoria em marketing educacional (ferramenta de captação) e educação de carreiras (ferramenta de retenção) para que os clientes conquistem resultados.







Notícia publicada pelo site da Revista Ensino Superior, no dia 22 de fevereiro de 2019, no endereço eletrônico http://www.revistaensinosuperior.com.br/plataforma-alunos-retencao/


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