Governo muda regras de uma das modalidades do Fies

G1 • 09 de janeiro de 2019

No P-Fies, para alunos com renda per capta de 3 a 5 salários-mínimos, a convocação será feita por ordem de inscrição e não a classificatória.

Por Jornal Nacional

Muita leitura e dedicação. É assim a vida da Vitória, que está no segundo ano de Direito. Mas quase não deu para estudar por causa da mensalidade de R$ 1.400.

“Não ia ser fácil a gente assumir isso tudo. Então, assim, o financiamento foi muito bom, foi tudo muito simples mesmo”, conta Evandro Bolsarin, pai de Vitória.

Vitória conseguiu 50% de desconto na universidade e a família pegou um empréstimo privado para pagar a outra parte.

“Paga, durante os quatro anos que ele estuda, mais ou menos a metade da mensalidade que ele teria que pagar direto para a faculdade. Pagando a outra metade nos quatro anos depois de formado”, explica Carlos Furlan, especialista em financiamento estudantil.

“Com o financiamento, eu já fico mais tranquila em relação a isso. Eu consigo só focar no estudo mesmo”, diz Vitória Bolsarin.

Muitos brasileiros buscam financiamentos estudantis que, no mercado, têm juros que variam de 1,9% a 2,5% ao mês. A outra opção é o financiamento criado pelo governo e que, desde 2018, tem duas modalidades: o Fies, destinado a alunos com renda familiar per capita de até três salários mínimos por mês, com juro igual a zero, e com limite de cem mil vagas por ano; e o P-Fies, para alunos com renda que vai de três a cinco salários mínimos, com juros que variam de acordo com os bancos, e sem limite de vagas.

Nos dois casos, o pré-requisito é nota mínima de 450 pontos na prova do Enem, sem zerar a redação. Esses critérios continuam valendo em 2019. Mas a regra para ser chamado para o P-Fies mudou.

“No P-Fies, a gente não usa mais o Enem para a ordem classificatória. Agora o aluno que fizer a inscrição primeiro é que vai ter a vaga para ir para o banco fazer o contrato. O que o governo quis com isso é dar agilidade ao processo e que o aluno que realmente precise consiga o P-Fies”, explica Alexandre Mori, gerente de Financiamento do Semesp.

Os especialistas em financiamento estudantil dizem que, antes de mais nada, é preciso saber qual curso que você quer fazer. Isso porque são muitos anos pagando essa dívida. É um comprometimento longo. E também tem que ficar de olho no perfil financeiro de cada um para analisar exatamente qual é financiamento melhor para o seu bolso.

“Eu quero fazer esse curso. Quais opções eu tenho? Aí a faculdade mesmo vai direcionar ele para o Fies, para o P-Fies ou para um financiamento de banco privado. Tem que ir atrás”, afirma Alexandre.








Notícia publicada pelo site do G1, às 21h48, no dia 08 de janeiro de 2019, no endereço eletrônico https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2019/01/08/governo-muda-regras-de-uma-das-modalidades-do-fies.ghtml


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