CAPES recebe pesquisadora para ampliar discussão sobre dados científicos abertos

CAPES • 10 de dezembro de 2018

Por: Alice Oliveira dos Santos

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) sediou, a convite da Coordenação-Geral do Portal de Periódicos, uma palestra de interesse de toda a comunidade acadêmica brasileira: “Diretrizes para uma política de gestão de dados científicos no Brasil”. Ministrada pela bibliotecária e doutora em Ciência da Informação Maíra Murrieta Costa, a apresentação ocorreu no dia 6 de dezembro, no auditório da fundação.

A tecnologista sênior do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) apresentou dados levantados nos últimos cinco anos acerca do crescimento de dados provenientes do avanço da infraestrutura tecnológica no país e falou sobre a necessidade de gerenciar tais dados. “Estamos vivendo o momento da ciência aberta e do compartilhamento de dados, mas temos também que pensar em desenvolvimento tecnológico e inovação do país, além da soberania nacional da pesquisa brasileira”, considerou Maíra.

Foram discutidos temas como o andamento da pesquisa no século 21, o que é a gestão de dados de pesquisa, o que envolve essa gestão e quais as vantagens de investir na administração de dados. Para Maíra, é de grande relevância levar essas reflexões para entidades como a CAPES, uma vez que “o sucesso da implementação de uma política com essa finalidade depende das agências de fomento”. “Há um consenso na minha pesquisa: 90% dos participantes, incluindo amostras de agências de fomento e doutores, apontam que o Brasil precisa de uma política nacional para gestão de dados”, analisa a doutora.

“Para elaborar esse conjunto de diretrizes, os principais interlocutores necessários, sem dúvida, são o MCTIC, o IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia), a CAPES, o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), o INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), em função da propriedade intelectual e do registro de patentes, e as FAPs (Fundações de Apoio à Pesquisa)”, indicou a pesquisadora.

Em sua tese, Maíra identificou algumas complicações que adiam a criação e a implementação da política de dados científicos abertos: “os entrevistados têm opiniões dispersas sobre os fatores que impedem esse avanço – como a natureza humana, falta de vontade política e ausência de estrutura de TI –, mas, na minha percepção, a dificuldade de interlocução entre os atores é o que mais impacta”. Para ela, entre os motivos observados que justificam o fato dos dados não estarem disponíveis destaca-se a questão de não ser uma exigência das agências de fomento – fator que, se for alterado, pode mudar completamente a visão sobre a temática.

Sobre a palestrante
Maíra Murrieta Costa é bibliotecária e doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília (UnB), com período sanduíche na School of Information da University of Michigan. É mestre em Ciência da Informação pela UnB e possui um MBA em Administração Estratégica de Sistemas de Informação pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). É servidora do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) desde 2005. Esteve cedida para a Biblioteca da Presidência da República por três anos.

A tese da doutora pode ser acessada por meio do repositório da UnB no endereço eletrônico http://repositorio.unb.br/handle/10482/24895.

Portal de Periódicos da CAPES















Notícia publicada pelo Portal de Periódicos da CAPES, no dia 07 de dezembro de 2018, no endereço eletrônico http://www.periodicos.capes.gov.br/?option=com_pnews&component=NewsShow&view=pnewsnewsshow&cid=686&mn=71


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