Quem fez faculdade vê menos TV e lê mais livros, segundo pesquisa

. • 26 de julho de 2018

A busca de atividades no tempo livre se altera com a escolaridade da população


(Imagem: Metrópoles)

Por: Clara Campoli e Luiz Prisco

De acordo com a pesquisa Cultura nas Capitais, da JLeiva Cultura & Esporte, divulgada nacionalmente nessa terça-feira (24), quanto maior o nível de escolaridade, mais as pessoas leem – muitas delas deixando a televisão de lado no processo. Em análise nacional, a pesquisa revelou que apenas 5% das pessoas com ensino fundamental usam o tempo livre para leitura, contra 19% da população com ensino superior.

À medida em que o tempo dedicado à leitura aumenta, o inverso acontece com a televisão: 23% dos entrevistados com ensino fundamental relatou ver TV no tempo livre, contra 19% das pessoas com ensino médio completo e 15% dos portadores de diploma. Essa população também é a maior frequentadora de atividades culturais: 45% dizem participar, contra 15% das pessoas com ensino fundamental.

“Sem dúvidas, quem teve educação formal tem propensão a se dedicar mais a essa atividade, que exige esforço e tempo. Então, esse dado me parece conectado com a realidade. Também tem a questão do poder aquisitivo, são pessoas com dinheiro para comprar livro no Brasil”, comenta o doutor em estudos literários e professor universitário Sérgio de Sá.

A pesquisa indica que embora a questão financeira influencie no consumo de cultura, esse aspecto não tem tanto peso quanto a escolaridade.

“Quando questionados por que não vão a museus, 22% dos entrevistados com ensino fundamental citam razões econômicas. Entre os com diploma universitário, essa é a resposta de 21%. A alternativa ‘não tem perto de casa’ é mencionada por 5% do primeiro grupo e 8% do segundo. Parece haver boa margem para ampliar o acesso à cultura apenas seduzindo as pessoas para essas atividades”, argumenta o especialista em educação Fábio Takahashi.

“Quando questionados por que não vão a museus, 22% dos entrevistados com ensino fundamental citam razões econômicas. Entre os com diploma universitário, essa é a resposta de 21%. A alternativa ‘não tem perto de casa’ é mencionada por 5% do primeiro grupo e 8% do segundo. Parece haver boa margem para ampliar o acesso à cultura apenas seduzindo as pessoas para essas atividades”, argumenta o especialista em educação Fábio Takahashi.






Notícia publicada pelo site da Metróles, às 14h42, no dia 25 de julho de 2018, no endereço eletrônico https://www.metropoles.com/entretenimento/literatura/quem-fez-faculdade-ve-menos-tv-e-le-mais-livros-segundo-pesquisa


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