Inteligência artificial não substituirá o professor, diz especialista

Veja • 30 de maio de 2018

Marcelo Finger afirmou também que noções sobre sistemas de computação devem ser ensinadas desde a infância, no começo do aprendizado


(Foto: Antonio Milena/VEJA)
Marcelo Finger, professor de ciência da computação da USP, foi entrevistado no evento Amarelas ao Vivo


Esqueça as cenas apocalípticas que ficaram consagradas no cinema mundial. A inteligência artificial já chegou e é muito menos assustadora do que se imagina. “Lamento frustrar [risos], mas não é nada disso. A inteligência artificial é um conjunto de softwares que desenvolvem técnicas de processamento da informação tentando simular alguma habilidade humana. Ela até pode ser posta em um robô humanoide, mas na maior parte do tempo é um programa em um computador”, diz o cientista da computação Marcelo Finger, professor da Universidade de São Paulo (USP), durante sua participação no fórum Amarelas ao Vivo, versão de palco das tradicionais Páginas Amarelas de VEJA.


(Foto: Antonio Milena/VEJA)
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“Aplicativos de localização consideram diversos fatores, como trânsito, a hora do dia, a época do ano e dão uma solução da melhor rota para fazer um transporte. Isto é um exemplo de técnicas de inteligência artificial. Outro: inteligência artificial está em laboratórios de exames médicos, analisando padrões em exames de imagem e verificando se há alguma anomalia e onde ela estaria, sugerindo um diagnóstico”, disse ao editor Silvio Navarro. “São processos nos quais há uma decisão a ser tomada. Esse processo de tomada de decisão é parte do que se estuda na inteligência artificial.”


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Para o professor, é cada vez mais importante ensinar o funcionamento desses sistemas desde as primeira idade na escola, sem necessariamente precisar de máquinas à disposição das crianças. “Você pode ensinar a representar informação codificada por meio de um bilhete, cifrar uma mensagem. É possível ensinar ciência da computação sem os computadores, de uma forma lúdica, que explore a lógica e a imaginação das crianças”, avaliou.


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Notícia publicada pelo portal Veja, às 18h44, no dia 29/05/2018, no endereço eletrônico https://veja.abril.com.br/educacao/inteligencia-artificial-nao-substituira-o-professor-diz-especialista/


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