Como escolher o Repositório Institucional adequado à sua IES

ABMES • 14 de março de 2019

Por: Carla Floriana Martins

Como é de amplo conhecimento, nos termos dos Instrumentos de Avaliação de Curso de Graduação, tanto para autorização quanto para reconhecimento e renovação de reconhecimento, ficou estabelecido que para obter conceito 5 no indicador 1.11 da Dimensão 1 – Organização Didático-Pedagógica a IES deverá disponibilizar “repositórios institucionais, acessíveis pela internet”.

Evidentemente, o objetivo da IES em disponibilizar um Repositório Institucional – RI vai muito além de apenas obter conceito 5 neste indicador. Por meio do RI a instituição preservará a sua memória científica e acadêmica, como o registro de todas as informações e conhecimentos produzidos por sua comunidade, possibilitando o acesso, via internet, a todos que tiverem interesse.

Em um mundo cada vez mais globalizado, é muito importante que a IES acompanhe o movimento de socialização e compartilhamento de conhecimento, oferecendo à comunidade acadêmica soluções pautadas pela pesquisa, pelo primor tecnológico e pela confiabilidade, preservação e segurança dos dados a ela confiados. Por esse motivo, para atender à diversidade informacional gerada pela IES é preciso que a plataforma RI seja acessível, flexível e compatível com os modelos contemporâneos de organização, preservação e acesso documental utilizados dentro e fora do Brasil.

Como referencial, podemos destacar alguns requisitos e funcionalidades, que, no nosso entendimento, são importantes e necessários no momento de escolha de uma boa plataforma RI:

  1. Oferecer em uma única interface o melhor da produção acadêmica da IES, proporcionando à comunidade científica material digital produzido localmente.

  2. Possuir alto desempenho, agilidade e produtividade para atender em tempo hábil às solicitações científicas e administrativas determinadas pelo MEC na Resolução de dezembro de 2017 e respectivos Instrumentos de Avaliação do INEP para repositórios institucionais científicos e acadêmicos. http://inep.gov.br/instrumentos

  3. Ser mais que uma ferramenta de armazenamento. É necessário estar adequada e adaptada para receber materiais digitais e promover estudos gráficos e bibliotemétricos que ajudem e auxiliem o gestor e o pesquisador em sua tomada de decisão.

  4. Possuir uma interface intuitiva e limpa, com fácil visualização e leitura das informações apresentadas durante a navegação.

  5. Navegar via lista de autores permitindo aos pesquisadores ter acesso rápido à produção institucional e científica em qualquer nível de controle de autoridade: autor, coautor, orientador, normalizador, coorientador, entre outros.

  6. Permitir buscas específicas que facilitam e valorizam o entendimento do avaliador do MEC durante as visitas de verificação na IES.

  7. Utilizar algoritmos modernos, tais como “ferramentas de descoberta”, capazes de gerar interrelações robustas a partir do uso do repositório.

  8. Estar integrado à busca indexada do Google. Este serviço de indexação automática de campos como título, subtítulos, autoridades, palavras chave etc. envia os termos indexados pela IES diretamente para o Google. Assim, um termo que foi pesquisado na internet e tiver sido indexado no RI da IES aparecerá nos resultados de busca da ferramenta. Como consequência, a IES elevará seu posicionamento da página da instituição no Google, independente de impulsionamentos pagos, potencializando a visualização da IES pelo público em geral.

  9. Estar integrado ao Google Analytics para utilização de informações geoestratégicas de acesso ao sistema no Brasil e no mundo.

  10. Disponibilizar, no painel de gestão do Repositório, indicadores que permitam aos gestores, por meio de dados do Google Analytics, direcionar ações de marketing institucional e de captação de alunos de acordo com o público identificado, localidades de concentração, perfil socioeconômico e outros indicadores disponíveis. Como solução de mídia podemos dizer se assemelha às mais modernas metodologias de mídia digital atualmente utilizadas como, por exemplo, Data Mining, Big Data, Social Listening e Pesquisa Gamificação.

  11. Ter em mente que uma plataforma RI é um instrumento de produção, uso e controle das informações geradas na IES e, para o caso da contratação desse serviço, deve ser observado se há uma equipe disponível e dedicada composta de desenvolvedores, pesquisadores e bibliotecários especializados, responsáveis pela pesquisa, manutenção e atualização técnica da ferramenta que será apresentada às Comissões de Avaliação do MEC.

Diante do exposto, uma das primeiras decisões que o dirigente da IES precisa considerar é avaliar o melhor caminho para implantar o Repositório Institucional de sua IES, ou seja:

  1. Contratar uma empresa especializada que possua um bom RI desenvolvido, implantado e em funcionamento em outras IES, com uma equipe de bibliotecários e profissionais de TI bem preparados e alinhados com as constantes atualizações exigidas pelo MEC, ou

  2. Planejar, desenvolver e implantar internamente, com sua própria equipe de TI, de biblioteca, de secretaria acadêmica, coordenadores de curso e demais colaboradores, assumindo todos os custos diretos e indiretos de horas de trabalho destinadas a este desenvolvimento, assim como manter um comitê para fazer todas as atualizações de processos e tecnologia.

Para as instituições que optarem por ferramentas disponibilizadas no mercado, são diversas as opções. É preciso, contudo, buscar aquelas que dialogam melhor com a realidade e as necessidades da IES. Além disso, vale atentar para parcerias[1]estabelecidas entre associações representativas e empresas que desenvolvem as ferramentas de RI e beneficiam as instituições de educação superior.

Uma vez decidido qual o melhor caminho e tendo seu Repositório Institucional – RI implantado de forma consistente, bem estruturado e organizado, a IES passa a compartilhar com milhões de indivíduos e pesquisadores no Brasil e no mundo todo conhecimento produzido por sua comunidade acadêmica.






Notícia publicada pelo blog da ABMES, no dia 14 de março de 2019, no endereço eletrônico https://blog.abmes.org.br/?p=15144


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